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Como usar dados na operação de varejo

Atualizado em: 08/01/2019

 

 

Quando se fala na utilização de dados para aumentar as vendas, invariavelmente o assunto big data vem à tona. Apesar do seu grande sucesso junto às grandes empresas varejistas, essa tecnologia ainda não está ao alcance de todos por diversas razões. Mas há um ponto inegável: fazer a análise da base de clientes pode incrementar os ganhos de uma empresa.

 

Por onde começar?

Especialistas em análise de dados têm uma reclamação primária, que se repete em varejistas de todos os portes: desorganização. O varejo, de um modo geral, ainda não possui a cultura de prezar pela consistência da sua base de clientes e esse descuido pode arrasar com qualquer estratégia de marketing pautada nas informações de seu banco de dados.

Especialmente no pequeno varejo, é preciso adotar estratégias alternativas para conseguir sucesso no uso de dados. Primeiro, deve-se adotar um procedimento padrão para o preenchimento das informações – tanto no primeiro cadastro quanto nas suas alterações. Em um segundo momento, será primordial contar com uma pessoa que dedique alguma parte do expediente para sanear o banco de dados.

Ter as vendas vinculadas ao cadastro dos clientes ajudará a criar um histórico de preferências que poderá ajudar a personalizar a venda. Direcionar a oferta de maneira focada tem alto índice de conversão.

Do ponto de vista do negócio, é possível analisar qual o mix mais adequado à loja e ser mais assertivo no momento de lançar, substituir ou descontinuar produtos. É possível, também, ter a clara noção de quais clientes são mais sensíveis aos preços (e em que produtos) e elaborar as promoções e seus percentuais de descontos corretos. Isso faz ainda mais sentido caso a marca seja multicanal, pois sua estratégia de vendas na loja física poderá ser distinta da sua loja virtual, sem que uma prejudique a outra.

Outra estratégia que tem gerado sucesso no varejo é a criação de programas de fidelidade, nos quais os clientes assíduos recebem benefícios a partir da análise do seu relacionamento com o estabelecimento.

Tudo isso pode ser conquistado com a conjunção de um CRM, de um profissional analista de dados e de ações de Marketing.

 

Questões éticas

Segundo a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, Lei n° 13.709 de 2018, é importante obter os dados de maneira transparente e prezar pela sua confidencialidade. Além disso, é preciso que haja o consentimento explícito para a coleta e uso dos dados, bem como a possibilidade de a pessoa cedente visualizar, corrigir e excluir esses dados.

O varejista, nesse caso, deverá ter uma Área do Cliente no seu site ou app, o que acaba também sendo positivo, pois há uma tendência em ter informações mais fidedignas, o que ajuda ainda mais a estratégia de vendas.

Adotar algumas tecnologias para a manutenção do relacionamento com seus clientes é um investimento que se paga em pouco tempo e gera resultados permanentes para sua loja.