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Conheça os erros mais comuns na hora de montar uma vitrine

Atualizado em: 26/03/2018

A vitrine de uma loja, na maioria das vezes, é o primeiro ponto de contato do cliente com a marca. Portanto, deve ser considerada estratégica para o negócio. Segundo Jordana Gabrielli, fundadora da Élli Arquitetura, especialista em projetos de iluminação e visual merchandising no varejo e autora do blog “Isso é VM!”, a vitrine precisa ser muito mais que um espaço para apresentar produtos: ela deve estar alinhada ao posicionamento da marca. Conheça alguns erros comuns cometidos no varejo:

 

  1. Não ter um posicionamento de marca definido: o primeiro passo para desenvolver uma boa vitrine é saber quem é seu público. “Para ter uma comunicação dirigida a um público específico, a marca precisa saber com quem quer falar. Um dos erros mais comuns é tentar agradar a todos, e como consequência, a vitrine da loja não causa impacto. Uma comunicação direcionada, segmentada, é muito mais eficiente”, afirma Jordana. “O lojista tem apenas três segundos para que a vitrine chame a atenção do cliente. Sem saber com quem se quer falar, é impossível comunicar algo relevante nesse tempo”, comenta.
  2. Contar com uma iluminação inadequada: esse é outro erro frequente, em que, literalmente, o barato pode sair muito caro. “Muitas vezes o lojista quer economizar com iluminação, mas sem a iluminação correta, a vitrine pode ficar sem vida, sem brilho, que não atrai o cliente”, explica a consultora. Cada lâmpada tem um Índice de Reprodução de Cor (IRC) apropriado para a exposição dos produtos, com uma temperatura de cor ideal. “Não adianta ter uma vitrine branca como um hospital, nem um amarelo dramático: é preciso encontrar a intensidade e tonalidade exatas para comunicar bem os produtos, segundo o posicionamento da marca. Contratar um profissional qualificado é fundamental”, afirma. Encare a iluminação como um investimento, não como um custo.
  3. Não ter personalidade: as vitrines precisam transmitir a personalidade da marca para alcançar os clientes corretos. Dessa forma, o que o consumidor pensará a respeito de uma vitrine sem alegria e dinamismo? “Costuma sobrar produto, mas faltar criatividade e bom humor nas vitrines das lojas. E isso não é uma questão de investimento, e sim de postura. É possível criar vitrines ótimas a custos baixos”, analisa.
  4. Produtos demais: vitrine boa não é aquela repleta de produtos. “Existe uma ideia falsa de que uma grande quantidade de produtos é a melhor forma de atrair o cliente. Na verdade, é preciso combinar produtos diferentes para orientar o cliente”, revela Jordana. Especialmente nos shopping centers, que costumam ter vitrines menos profundas e com pé-direito mais baixo que em lojas de rua, é preciso criar áreas de respiro em volta dos produtos.

Para Jordana, a vitrine precisa ser “lida” pelo consumidor, e por isso aspectos como simetria, ritmo, degradês de cores e setorização por assunto são muito importantes.

De acordo com a consultora, é preciso seduzir o consumidor por meio do estímulo visual da vitrine. Por isso, ela precisa ser interessante e atraente. “Todos querem ser bem atendidos e entrar em um ambiente agradável. Isso começa do lado de fora da loja, quando o cliente olha a vitrine e decide se irá se deixar ser abordado pela marca”, diz Jordana.