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Saiba como funcionam as lojas que trabalham apenas a experiência de compra

Atualizado em: 13/08/2019

 

 

Um hábito cada vez mais comum entre os consumidores é o showrooming: pesquisar o produto, experimentar nas lojas, mas finalizar a compra por meio da internet.

 

Aproveitando esse hábito, um novo conceito de loja tem se difundido mundialmente: são as guide shops. Essas lojas vieram para apoiar de maneira definitiva o comércio online, ajudando a alavancar as vendas.

 

É uma importante estratégia de vendas e multicanalidade que apresenta diversas vantagens para modelos de loja virtual. O PDV é um dos pontos de maior influência no comportamento do consumidor e deve ser aproveitado para aumentar as chances de crescimento das vendas de um e-commerce. Além do custo ser menor do que uma loja convencional, esse modelo ainda impulsiona as vendas online, seja por meio do “clique e retire”, seja pelo uso do PDV como um mini-Centro de Distribuição.

 

As marcas que adotam esse modelo de negócios proporcionam aos seus clientes uma experiência concreta com seus produtos, melhorando a comunicação e aumentando a confiança na relação de consumo. Outro ponto interessante é a chance de se obter um feedback em tempo real sobre a qualidade de seus produtos, divulgar as novidades e receber sugestões para futuros projetos.

 

O funcionamento de uma Guide Shop é semelhante ao das lojas convencionais, mas o acompanhamento do vendedor é mais consultivo. O próprio consumidor adota uma postura mais aberta e receptiva, pois não se sente pressionado a levar nada na hora.

 

Geralmente, o projeto de decoração da loja é acolhedor e funcional, proporcionando uma experiência favorável à compra. E, sob o ponto de vista do branding, a marca passa a ser lembrada com mais frequência pelo público-alvo, uma vez que estará presente também no ambiente físico.

 

A loja costuma ter um número limitado de peças para mostruário, o que libera o espaço que seria utilizado para o estoque e, consequentemente, diminui o custo operacional do empreendedor. Outra característica comum é ter computadores disponíveis para o cliente entrar no site da marca e efetivar a compra ali mesmo. É possível, inclusive, marcar a retirada do produto comprado na Guide Shop e ganhar a gratuidade no frete.

 

Esse modelo de negócios vem ganhando força especialmente no setor de vestuário. Nos Estados Unidos, marcas como Bonobos, Indochino e Rent the Runway investem nesse modelo, enquanto no Brasil a Amaro é um exemplo. As Guide Shops favorecem uma compra mais assertiva, uma vez que o consumidor pode experimentar a peça e comprá-la sem arrependimentos. Além disso, o risco de devolução diminui drasticamente, o que reduz o custo da logística reversa no e-commerce.

 

Marcas que nascem no ambiente online podem partir para o mundo físico por meio de Guide Shops. O clássico exemplo das Lojas Virtuais do Magazine Luiza (funcionando apenas como showroom e com as compras fechadas online) mostra, porém, que mesmo marcas do varejo físico podem utilizar essa estratégia para alcançar consumidores em mercados onde ainda não têm uma forte presença física. As oportunidades para expansão existem: é uma questão de o varejo aproveitá-las com o uso de tecnologia para estar sempre próximo dos clientes.