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Como usar as câmeras da loja para vender mais

Atualizado em: 26/03/2019

 

 

Até bem pouco tempo atrás, as câmeras de circuito interno eram intimamente ligadas às questões de segurança, limitadas a serem usadas para observar movimentos suspeitos dentro da loja. A tecnologia evoluiu e seu papel mudou: hoje, ela pode ser utilizada para vender mais. Mas como isso é possível?

O reconhecimento facial é uma ferramenta que submete o rosto das pessoas a um algoritmo treinado para identificar uma quantidade determinada de pontos únicos e, assim, distinguir entre diversas pessoas. Soluções de reconhecimento facial já são utilizadas com bastante efetividade em variadas aplicações, de órgãos oficiais do governo até os setores de consumo, passando pelas suas fotos publicadas no Facebook. De acordo com uma pesquisa realizada pela  MarketsandMarkets, essa tecnologia movimenta mais de US$ 3,37 bilhões no mundo, com potencial para atingir US$ 7,76 bilhões em 2022.

No varejo, essa ferramenta tem sido aplicada com sucesso. O shopping center finlandês Rajalla På Gränsen, por exemplo, foi um dos primeiros a utilizar a tecnologia para vendas, coletando informações dos visitantes– que batem 1 milhão por ano - por meio das câmeras distribuídas no mall. Com isso, o departamento de marketing é nutrido por métricas de gênero, idade aproximada e fluxo de pessoas, entre outras informações, para realizar suas campanhas.

 

Do simples ao complexo

A tecnologia de reconhecimento facial vem sendo utilizada para captar dados gerais do consumidor (sexo, idade aproximada, humor quando entra ou sai da loja) e também pode ser usada para identificar quais áreas da loja têm mais fluxo, ou em quais os clientes permanecem por mais tempo. Esse é o primeiro passo.

Ao analisar o percurso feito pelos clientes no piso de vendas, o lojista pode mudar seu layout ou a posição das categorias de produtos que ele deseja promover. Ao levar essas informações para um software que compara as informações das “zonas quentes” da loja às vendas, é possível entender o impacto que cada prateleira da loja tem sobre sua receita.

Indo além, o reconhecimento facial permite, de fato, mapear as emoções dos clientes em tempo real, seja diante da vitrine ou da gôndola, enquanto espera o vendedor regressar do estoque ou na fila do caixa. Essas informações podem ser utilizadas para o lojista repensar, por exemplo, o tamanho de sua equipe de acordo com o grau de satisfação dos clientes.

Embora seja uma ferramenta poderosa na coleta de informações, o departamento de marketing é quem será responsável pelas estratégias do seu uso, orientando campanhas de vendas mais efetivas para aumentar a rentabilidade da loja.

Partindo do cruzamento do rosto da pessoa que entra na loja ao seu banco de dados, é possível identificar e acessar imediatamente o perfil do comprador, já somando mais informações ao seu cadastro, que poderá ser utilizado para personalizar a oferta ou mesmo incrementar dados no seu programa de fidelidade. De mensagens de boas-vindas a descontos concedidos por meio de mensagem enviada para o smartphone, há muitas ativações possíveis.

 

Reconhecimento facial não é mais uma coisa de ficção científica: ela está presente no dia a dia, ainda que de forma mais discreta. É possível usar a tecnologia, a custo acessível, para ajudar a desenvolver seus negócios. Uma dica é conferir o Retail Tech Mining Report, estudo realizado pelo OasisLab que apresenta as startups brasileiras que desenvolvem soluções para o varejo. Lá, é possível identificar várias empresas que realizam mapeamento indoor e analytics para varejistas de pequeno, médio e grande porte e encontrar um parceiro de negócios que possa ajudar sua loja a aumentar suas vendas.