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Realidade Aumentada no varejo: isso pega?

Atualizado em: 22/04/2019

 

 

Uma das grandes tendências do varejo é a transformação da loja física em um local que permite que a marca seja vivenciada tanto no online quanto no offline. Falamos sobre esse assunto aqui, quando trouxemos as tendências da loja do futuro. Nos últimos anos, com o lançamento de kits de desenvolvimento de Realidade Aumentada (AR) para as plataformas iOS e Android, essa tecnologia começou a ganhar espaço no varejo e já é possível encontrar exemplos no mercado brasileiro. Realidade Aumentada não é mais algo caro, inacessível ou sem valor: em vez disso, pode melhorar a experiência de compras no PDV e trazer um retorno real para o investimento.

A febre do Pokémon Go, em julho de 2017, popularizou a tecnologia de Realidade Aumentada, mas seu uso vai muito além do universo gamer. No varejo, algumas aplicações da tecnologia são a criação de provadores virtuais (que dão aos clientes uma apresentação bem próxima da realidade sobre como aquela roupa ficará em seu corpo), sistemas de maquiagem virtual (em que a cliente pode provar, muito rapidamente, diferentes cores de produtos) e a montagem dos móveis em casa (torna-se muito mais fácil saber se aquele sofá ficará bem na sala de estar).

Existem aplicações que também indicam o caminho que o cliente precisa percorrer na loja para localizar um determinado item, ou ainda apresentar mais detalhes sobre os produtos disponíveis nas prateleiras. Na retaguarda, a tecnologia de AR aumenta a integração dos sistemas da loja e aumenta a coleta de dados sobre os clientes, já que é possível saber melhor quais são suas preferências.

 

Do conceito à realidade

Uma caminhada pelo mall pode trazer diversos exemplos do uso de Realidade Aumentada. Na rede de brinquedos Ri Happy, por exemplo, o aplicativo de RA para a Caça aos Ovos de Páscoa ultrapassou as expectativas da empresa. No início de abril, o app havia sido baixado 88 mil vezes, 10% acima da meta. Até a Páscoa, a projeção é que o volume de downloads superasse 100 mil.

O game permite que uma pessoa procure por ovos virtuais nas lojas físicas da Ri Happy em todo o País. O jogador pode encontrar até 15 modelos de Ovos de Páscoa temáticos, que podem render prêmios de até R$ 100. Para abrir os ovos, porém, é preciso ter o código disponível em uma raspadinha, entregue a cada R$ 50 em compras de produtos. Com isso, a varejista cria um estímulo criativo para que os consumidores visitem as lojas mais vezes e façam suas compras.

Outro exemplo de rede varejista que tem investido na tecnologia é a C&A. Desde setembro do ano passado, a rede lança algumas de suas coleções por meio de Realidade Aumentada. Como a função de RA foi incorporada ao app da marca, não é preciso fazer a instalação de nenhum aplicativo adicional. Ao apontar o celular para a etiqueta da peça ou para um banner instalado na gôndola, uma tag especial permite que o cliente acesse mais informações sobre as novas peças e monte looks.

 

A Realidade Aumentada tem o potencial de transformar o conceito de compras e melhorar a experiência de compra de forma significativa. A possibilidade de visualizar itens como roupas e móveis de maneira virtual economiza tempo e energia de clientes que querem experimentar várias opções, além de oferecer mais informações sobre os produtos disponíveis. O resultado é uma compra muito mais prazerosa e o aumento da receita do varejo.