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6 dicas para usar bem a música no ambiente de loja

Atualizado em: 01/10/2018

Usar os cinco sentidos é uma maneira poderosa de chamar a atenção dos clientes e oferecer uma experiência de compra mais interessante. A música, especificamente, vem sendo pesquisada como uma ferramenta importante para conquistar os consumidores. Já em 1988, testes em lojas no Reino Unido mostravam que nos dias em que música francesa era tocada no PDV, aumentavam as vendas de vinhos da França. Já nos dias em que música alemã era tocada, subiam as vendas de vinhos da Alemanha.

A música não é somente um recurso de ambientação: ela tem grande poder sobre o “ritmo de compra” do consumidor: clientes tendem a comprar mais por impulso ao som de músicas agradáveis. Para Eric Sheinkop, autor de “Hit Brands: How Music Builds Value for the World’s Smartest Brands”, as pessoas reagem fisicamente à música de uma forma poderosa, muitas vezes sincronizando as batidas do coração com o ritmo da música ou produzindo níveis de dopamina que podem superar os de atividades físicas, sexo ou drogas.

Não existem regras imutáveis, mas aqui estão alguns pontos importantes que você precisa levar em conta para que o som exerça o máximo impacto sobre as suas vendas:

 

1 – Não se baseie em seu gosto musical pessoal

Você precisa ter em mente que dificilmente você representa seu público. Além disso, uma música que você goste pode não ter impacto positivo sobre as vendas de sua loja (que é, no fundo, aquilo que interessa).

 

2 – Não baseie a trilha sonora da loja no perfil do cliente

O erro dessa estratégia é cair na tentação de depreender o gosto musical médio dos consumidores. Não existe um “cliente médio” e, com frequência, tentar alcançar essa média faz com que você não seja relevante para ninguém.

 

3 – Cuidado com músicas muito conhecidas

Tocar hits na loja pode ser ótimo para animar os clientes, mas é muito comum que seja um elemento de distração. Isso acontece porque as pessoas mudam seu foco para a música que está tocando no PDV, deixando em segundo plano os produtos que estão à venda. O ideal é ter uma trilha sonora que “desapareça” no ambiente, trazendo uma sensação de calma e de energia, mas que não tire a atenção das pessoas do foco principal: fazer compras.

 

4 – O ritmo da música dita o ritmo do cliente

Diversos estudos, especialmente o de Yalch e Spangenberg (2000), mostram que, na prática, músicas mais excitantes e conhecidas contribuem para a redução do tempo de permanência nas lojas. Músicas mais calmas, por outro lado, tendem a ampliar o tempo que o cliente passa no ponto de venda. Isso não significa necessariamente que a música na loja tenha que ser calma: em uma operação de fast food, por exemplo, é importante que o giro de clientes seja grande, o que pode ser estimulado por uma música mais agitada.

 

5 – A música interfere na percepção sobre a marca

Música clássica aumenta a quantidade de dinheiro que as pessoas gastam nas lojas: em geral, quando a música ambiente da loja é clássica (não importa qual seja o segmento de mercado), as pessoas escolhem produtos mais caros. Isso acontece pela percepção de refinamento trazida pela música clássica. Da mesma forma, ritmos populares tendem a fazer com que os produtos sejam percebidos como mais populares.

 

6 – Leve em conta também os vendedores da loja

Lembre-se que sua equipe escutará diariamente o fundo musical escolhido para a loja. O que vale para o cliente vale também para os colaboradores: ritmos mais lentos exercem um efeito calmante e ritmos mais agitados são estimulantes. Expor a equipe durante horas seguidas a um determinado tipo de música pode gerar um efeito negativo sobre sua motivação e energia.