buscar

Como será a loja do futuro

Atualizado em: 11/03/2019

 

 

Por muito tempo, o varejo debateu o que aconteceria com as lojas físicas com o crescimento do varejo online. Hoje, já está claro que a loja física não vai desaparecer, mas ela precisará mudar muito nos próximos anos para acompanhar a evolução dos consumidores e suas exigências cada vez maiores.

Veja a seguir cinco insights do que acontecerá com o ponto de venda nos próximos anos:

 

Online e offline ao mesmo tempo: a separação entre varejo online e offline faz cada vez menos sentido. Os consumidores estão com seus celulares à mão o tempo todo e não enxergam a segmentação de canais com que o varejo costuma trabalhar. Para os clientes, o que importa é a marca do lojista, não o meio pelo qual ele é alcançado. Os clientes esperam ter o mesmo tipo de relação com a marca, independente de estarem na loja física, no site, no aplicativo ou no televendas. Para entregar essa experiência e atender bem aos clientes, as lojas físicas precisam incorporar recursos online, como o acesso aos produtos que estão no site (prateleira infinita), a entrega de produtos a partir da loja (ship from store) e a retirada em loja de itens comprados online (click & collect). Além disso, o próprio relacionamento com o cliente usará muito mais o smartphone (do vendedor da loja e do próprio consumidor);

 

Solucionador de problemas: o ponto de venda será um local para onde os consumidores irão quando precisarem falar com alguém. Essa é uma oportunidade para oferecer um atendimento mais consultivo, que resolve dúvidas dos consumidores e entrega soluções em vez de produtos;

 

Lugar para vivenciar a marca: o ponto de venda é, cada vez mais, o local em que as promessas da marca são tangibilizadas. Por melhor que seja a comunicação online com o cliente, nada supera o olho no olho e nada empolga tanto quanto entrar em uma loja física. Mas a loja precisa ter um significado e não ser somente um lugar para retirar produtos: os pontos de venda de sucesso no varejo do futuro serão locais de encantamento, experiência e relacionamento com o cliente.

 

Lugar que se transforma sempre: que tal usar a loja física como um “campo de provas” de novas ideias? Os consumidores querem sentir que, cada vez que vão ao PDV, entram em contato com algo novo. A loja é um ponto de informação sobre produtos e, por isso, é possível pensar em mudar o sortimento de tempos em tempos, em renovar a loja com mais frequência e criar novos motivos para o cliente estar sempre voltando. O próprio conceito de fast fashion nasceu com essa ideia: coleções de moda super rápidas, sem garantia de reposição. Deixou passar, perdeu.

 

Lugar de personalização do relacionamento: a loja é o lugar onde um vendedor pode olhar no olho do cliente e dizer “seja bem-vindo, senhor José. Aquele sapato que o senhor queria no mês passado chegou. Quer dar uma olhada?”. Com o uso de tecnologia, esse tipo de conversa (típica das tradicionais vendinhas de bairro e cidades do interior) volta a ser possível. É hora de aproveitar e vender mais!